Crise da Fiorentina: Torcedores se posicionam em protesto silencioso
No coração de Florença, onde o rio Arno serpenteia por uma cidade imersa em história, o pulso da ACF Fiorentina bate com a mesma paixão vibrante que a própria cidade. No entanto, à medida que o ano de 2025 chega ao fim, o clube se encontra à deriva, com o apoio outrora firme de seus torcedores se rachando sob o peso da decepção sustentada. A Curva Fiesole, um grupo de fervorosos apoiadores da Fiorentina, anunciou uma ousada, mas silenciosa, protesto — um espaço vazio de 20 minutos no Stadio Franchi durante o próximo jogo contra o Udinese.
Esse gesto simbólico dos ultras é semelhante a um pintor que deixa sua tela em branco para transmitir o vazio sentido por dentro. O protesto não é apenas uma expressão de descontentamento; é um reflexo de uma crise mais profunda que ecoa nas antigas paredes de Florença. A declaração da Curva Fiesole, "Vocês estão pisoteando a história de uma cidade e seu povo. Vergonha para todos vocês!", ressoa como um sino tocando sobre a cidade, chamando atenção para uma situação desesperadora.
Desde o anúncio no final de dezembro, a forma da Fiorentina não é nada menos que uma queda livre. No fundo da Serie A, são o único time que ainda não conseguiu uma vitória, tendo acumulado apenas 9 pontos em 17 jogos. Estatísticas como essas lembram um navio preso em uma tempestade, lutando para encontrar seu curso. A recente derrota por 1-0 para o Lausanne-Sport na Liga Conferência, apesar do apoio inabalável de 800 torcedores que viajaram, foi a gota d'água.
Os jogadores têm se reunido em seu centro de treinamento, o Viola Park, desde sua desalentadora derrota em casa por 2-1 para o Hellas Verona. No entanto, mesmo esses esforços não conseguiram conter a maré de atuações ruins. A situação parece um ciclo vicioso, onde cada tentativa de mudar de direção apenas aprofunda o buraco. Uma declaração recente dos torcedores reflete esse sentimento: "A bagunça que este time e clube estão intensificando já ultrapassou todos os limites."
À medida que o jogo imperativo contra o Udinese se aproxima, o protesto significa um ponto de ruptura para os torcedores. É um chamado à ação, um apelo para que o clube restaure não apenas sua posição na tabela, mas também sua reputação e o orgulho de uma cidade. Neste momento, os 20 minutos de silêncio podem falar mais alto do que as mais fervorosas vaias, sublinhando a urgência da crise que enfrenta a Fiorentina.






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